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No
último dia 30/11, mais uma vez nossa cidade viveu um dia de terror.
Desta vez, um ônibus que transportava diversas pessoas que voltavam
do trabalho foi atacado por dez traficantes que despejaram combustíveis
e atearam fogo no veículo, sem dar chances de escapatória aos
passageiros aterrorizados.
Um
ato desumano, que matou cinco pessoas inocentes, dentre elas, uma
criança de um ano, e feriu outras 14 pessoas com queimaduras de vários
graus.
Um
jornal do Rio estampou a lamentável manchete “o
inferno é aqui”.Outro colocou que os traficantes mataram os “quatro
monstros” que atearam fogo ao ônibus. Nossos governantes
parecem perdidos e, às vezes, indiferentes, como se esses fatos já
fossem normais no nosso dia a dia.
Tudo
isso que estamos presenciando é conseqüência da falta de uma
verdadeira educação. “Quando a sociedade chega a certas passagens
decisivas, o verdadeiro problema é que o juízo de apoio ou de
condenação deveria levar em conta, antes de mais nada, a necessidade
de educar os jovens e adultos, ou seja, todos os homens, pois os
homens normais é que precisam ativar suas capacidades de justiça e
de bondade. Se a humanidade não é educada a uma verdadeira estima
pelo homem, e portanto a uma justiça real, não pode se sentir livre
dos desastres que ela mesmo provoca e se obriga a enfrentar,
transformando em desculpa para um mal que ela mesma realiza o fato de
aplicar o próprio erro de uma forma considerada correta: A violência
no homem que gera outra violência.” ( Luigi Giussani)
Nós,
cristãos, afirmamos e estamos convencidos de que todo esse problema
em que estamos mergulhados e no qual o mundo se debate atualmente é
aquela rebelião contra a verdade da qual adveio o pecado original e
pela qual este aplica os seus efeitos no homem, na humanidade de todos
os tempos. Por isso, diante do que aconteceu e está acontecendo não
se pode eliminar ou ignorar a figura de Cristo: Ele é o eixo da
verdade sobre o homem!
Neste
tempo de Advento em que caminhamos para o Natal, peçamos ao Menino
Jesus que traga paz a todos nós e que ilumine os nossos governantes
para que, dando-se conta da gravidade dos fatos, trabalhem para que o
povo carioca viva com dignidade.
Comunhão
e Libertação – Rio de Janeiro