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Virgínia (EUA) - “Uma tragédia sem sentido”

Data: 23/4/2007

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O que aconteceu no campus da Virginia Tech, em Blacksburg, nos Estados Unidos, não pode deixar de nos tocar também. Não sabemos se Cho Seung Hui era um psicopata. Sabemos que estava irritado, desiludido com a vida.

Mas como pode um jovem de vinte e três anos – cheio de expectativas como nós – ver a realidade de um modo tão negativo, a ponto de pegar uma arma e assassinar trinta e dois colegas seus? É inegável que entre nós, estudantes, exista um mal-estar, uma insatisfação: tentamos ir atrás dos nossos desejos mais verdadeiros (de que a vida tenha um sentido, de um amor gratuito, de amizade, de justiça...), mas aquilo que desejamos é sempre desproporcional àquilo que podemos fazer ou imaginar.

Frente a isto, freqüentemente escolhemos deixar para lá e começamos a nos resignar a algo que seja menos do que aquilo que realmente desejamos: o sucesso, um campus melhor, uma determinada imagem de si mesmo, tudo aquilo que a sociedade de hoje nos indica como sendo o “máximo”.

Quando descobrimos que estes falsos ideais são inadequados, ficamos desiludidos e vazios. Atirar em quem está ao seu redor, nos seus colegas, é como afirmar que este mal-estar é a última palavra sobre a nossa vida, um obstáculo impossível de superar.

Nós também, ainda que experimentando todos os dias o mesmo drama, não queremos renunciar à sede de satisfação que nos constitui, não queremos fazer calar o grito do nosso coração.

Nós encontramos alguém que compartilha este drama conosco e que oferece uma hipótese de resposta à pergunta que nos urge; uma resposta capaz de abraçar a existência inteira, sem deixar nada de fora. Existem pessoas na universidade que estudam, riem, choram, amam como nós, mas cheias de certeza de um sentido, de uma Presença que une a vida. São sinal de uma esperança para todos, início de uma resposta também para a “tragédia sem sentido” – como a definiu Bento XVI – de Blacksburg.

Comunhão e Libertação - Universitários

© Fraternidade de Comunhão e Libertação para os textos de Luigi Giussani e Julián Carrón