O Senso Religioso

Luigi Giussani
Ed. Nova Fronteira, Livros do Espírito Cristão
Rio de Janeiro (RJ) - 2000
pp. 208

3ª Edição - Abril de 2007

Com o presente volume, O senso religioso, inicia-se a publicação do PerCurso de monsenhor Luigi Giussani. Publicado em três volumes, o PerCurso expõe o conteúdo dos cursos ministrados pelo autor ao longo de mais de quarenta anos de ensino, primeiramente como professor de religião numa escola do ensino médio, em Milão; depois, a partir de 1964, como professor de Introdução à Teologia na Universidade Católica de Milão. A este primeiro volume se seguirá outro, dedicado à grande revelação pessoal de Deus no mundo, na pessoa de Jesus Cristo (Na origem da pretensão cristã), enquanto o terceiro e último volume se ocupará do modo como esse acontecimento permanece presente na Igreja por todo o tempo e em cada época (Por que a Igreja).
Na obra de monsenhor Luigi Giussani, o que descobrimos não é simplesmente um tratado teológico em sentido técnico, nascido da elaboração de uma teoria. Na realidade, deparamo-nos com uma série de reflexões que, sem tirar nada do rigor e do caráter sistemático do pensamento, nascem da preocupação educativa de monsenhor Giussani em comunicar a razoabilidade do “Fato cristão”, precisamente por meio da experiência da própria humanidade. (...)
Segundo o autor, a mentalidade moderna reduz a razão a uma série de “categorias nas quais a realidade é forçada a entrar: aquilo que não entra nessas categorias é definido como irracional”. A razão, pelo contrário, “é como um olho arregalado para a realidade”, que vê tudo e desse tudo apreende “os nexos e as implicações”. A razão discorre sobre a realidade, busca penetrar no seu significado percebido, correndo de um canto a outro, conservando cada coisa na memória e tendendo a abraçar tudo. Por isso é preciso haver uma verdadeira paixão pela razoabilidade.
Em O senso religioso, o autor expõe o conceito de que a verdadeira essência da racionalidade e a raiz da consciência humana são encontráveis no senso religioso do eu. O cristianismo se dirige para o senso religioso justamente porque se propõe como possibilidade imprevista (quem poderia ter previsto a morte e a ressurreição do único Filho de Deus?) ao desejo do homem de viver buscando, descobrindo e amando o próprio destino. (...)
Com um frescor imediato que nasce de uma intensa experiência existencial e com uma surpreendente intensidade de reflexões, cada passo dessa obra repropõe de modo conciso e fascinante a originalidade do acontecimento cristão, do Deus conosco, que escolheu vir ao encontro do homem tornando-se homem, comunicando-se ao mundo, aos homens e às mulheres de todo tempo e lugar.

(do prefácio do cardeal James Francis Stafford,
Presidente do Pontifício Conselho para os Leigos)

© Fraternidade de Comunhão e Libertação para os textos de Luigi Giussani e Julián Carrón