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A África do Sul é o país mais meridional da África, limitado a norte pela Namíbia, pelo Botswana e pelo Zimbabwe, a leste por Moçambique e pela Suazilândia, a leste e a sul pelo Oceano Índico e a oeste pelo Oceano Atlântico, e rodeando por completo o Lesoto. A capital é Pretória.
1 História
2 Política
3 Subdivisões
4 Geografia
5 Economia
6 Demografia
7 Cultura
8 Ligações externas
História
Ver artigo principal: História da África do Sul, e também a Cronologia da História da África do Sul.
Os primeiros navegadores europeus, portugueses principalmente, chegaram à África do Sul no século XV. Diogo Cão alcançou a costa sul-africana em 1485 e em 1488 foi a vez de Bartolomeu Dias.
A História do país, propriamente dita, começa no século XVII com a ocupação permanente da região do Cabo da Boa Esperança pelos holandeses. Em 1909, a união das colónias britânicas de Cabo, Natal, Transval e Orange River origina a nação da África do Sul.
De 1948 a 1993/1994, a estrutura política e social é baseada no Apartheid, o sistema legalizado de discriminação racial que manteve o domínio da minoria branca nos campos político, económico e social.
Em 1983, é adoptada uma nova Constituição que garante uma política de direitos limitados às minorias asiáticas, mas continua a excluir os negros do exercício dos direitos políticos e civis. A maioria negra, portanto, não tem direito de voto nem representação parlamentar. O partido branco dominante, durante a era do Apartheid, é o Partido Nacional, enquanto a principal organização política negra é o Congresso Nacional Africano (ANC), que durante quase cinquenta anos foi considerado ilegal.
Mais tarde, em 1990, sob a liderança do presidente F. W. de Klerk, o Governo sul-africano começa a desmantelar o sistema do Apartheid, libertando Nelson Mandela, líder do ANC, e aceitando legalizar esta organização, bem como outras anti-Apartheid.
Os passos seguintes no sentido da união nacional são dados em 1991. A abertura das negociações entre os representantes de todas as comunidades, com o objectivo de elaborar uma Constituição democrática, marca o fim de uma época na África do Sul.
Em 1993, o Governo e a oposição negra acordam nos mecanismos que garantam a transição para um sistema político não discriminatório. É criado um comité executivo intermediário, com maioria negra, para supervisionar as primeiras eleições multipartidárias e multirraciais, e é criado, também, um organismo que fica encarregado de elaborar uma Constituição que garanta o fim do Apartheid.
Em Abril de 1994 fazem-se eleições multirraciais para o novo Parlamento. O ANC ganha as eleições e Nelson Mandela, formando um Governo de unidade nacional, torna-se o primeiro Presidente sul-africano negro. Em 2004, ano em que Thabo Mbeki completou cinco anos como sucessor de Nelson Mandela, o Presidente da República da África do Sul prometeu acabar com toda a violência de carácter político que ainda possa existir no país.
Política
Ver artigo principal: Política da África do Sul.
O governo sul-africano funciona segundo um sistema parlamentar, se bem que o Presidente da África do Sul seja ao mesmo tempo chefe de estado e chefe de governo. O presidente é eleito numa sessão conjunta do parlamento bicameral, que consiste de uma Assembleia Nacional (National Assembly), ou câmara baixa, e um Conselho Nacional de Províncias (National Council of Provinces, NCoP), ou câmara alta.
A Assembleia Nacional tem 400 membros, eleitos em representação proporcional. O Conselho Nacional de Províncias, que substituiu o senado em 1997, é composto por 90 membros representando cada uma das nove províncias da África do Sul, além das grandes cidades.
Cada província da África do Sul tem uma Legislatura Provincial unicameral e um Conselho Executivo liderado por um "primeiro-ministro" (premier).
Subdivisões
Ver artigo principal: Províncias da África do Sul.
A África do Sul está dividida em 9 províncias: Cabo Ocidental, Cabo Oriental, Cabo Setentrional, Estado Livre, Gauteng, KwaZulu-Natal, Limpopo, Mpumalanga e Noroeste.
Geografia
Ver artigo principal: Geografia da África do Sul.
A África do Sul tem uma paisagem variada. Na parte ocidental, estende-se um grande planalto composto em parte por deserto e em parte por pastagens e savanas, cortado pelo curso do rio Orange e do seu principal afluente, o Vaal. A sul, erguem-se as cordilheiras do Karoo e, a leste, o Drakensberg, a maior cadeia montanhosa da África meridional. A norte, o curso do rio Limpopo serve de fronteira com o Botswana e o Zimbabwe.
O clima varia entre uma pequena zona de clima mediterrânico, no extremo sul, na região do Cabo, a desértico a noroeste. No Drakensberg há áreas com clima de montanha.
A maior cidade é Joanesburgo. A Cidade do Cabo, Durban e Pretória são outras cidades importantes.
Economia
Ver artigo principal: Economia da África do Sul.
A África do Sul tem uma economia de mercado que se baseia nos serviços, na indústria, na exploração mineira e na agricultura.
As principais riquezas do país encontram-se sobretudo nos recursos minerais, como o carvão, o amianto, o cobre, o manganésio, o ouro, a cromite, o urânio, a platina, o ferro, os diamantes e o gás natural. No entanto, a exploração mineira é liderada pela extracção do ouro.
A nível agrícola, a terra cultivada representa 1/10 da área total do país, que assim se constitui em grande exportador de produtos alimentares.
Os principais parceiros comerciais da África do Sul são os EUA, a Itália, o Japão, a Alemanha, Holanda e o Reino Unido.
Demografia
Ver artigo principal: Demografia da África do Sul.
A população na África do Sul é de 43 647 658 habitantes e a densidade populacional de 36,05 hab./km².
A taxa de natalidade regista um valor de 18,87%o e a taxa de mortalidade de 18,42%o. A esperança média de vida é de 46,56 anos. O valor do Índice do Desenvolvimento Humano (IDH) é de 0,684 e o valor do Índice de Desenvolvimento ajustado ao Género (IDG) é de 0, 678. Estima-se que em 2025 a população diminua para 35 109 000 habitantes, como consequência da expansão da epidemia de SIDA.
Os negros correspondem a 76% da população total, os brancos representam 13% e as restantes etnias são 11%. As línguas oficiais são o Afrikaans (língua materna de 14% da população), Inglês (8%), Zulu (22%), Xhosa (17%), Swati (2%), Ndebele (1%), Sotho Meridional (7%), Sotho Setentrional (9%), Tsonga (4%), Tswana (8%) e Venda (2%).
A população negra é composta por quatro grandes grupos étnicos e todos eles falam as línguas bantas que provêm do subgrupo Benue-Congo, da família da língua do Níger-Congo. O grupo Nguni inclui vários indivíduos Xhosa, Zulo, Swasi e Ndebele que, juntos, são mais de metade da população negra. O grupo Sotho-Tswana inclui um grande número de pessoas Sotho, Pedi e Tswana. Os Tsonga e os Venda constituem outros dois fortes grupos linguísticos.
Os brancos do país falam afrikaans ou inglês e descendem, na maior parte, de colonos holandeses e alemães ou de emigrantes britânicos. Os maiores grupos religiosos incluem-se no cristianismo: a Igreja Negra Independente, a Igreja Afrikaans Independente, o Catolicismo Romano, os Metodistas, o Anglicanismo e o Luteranismo; também se professam as crenças tradicionais, o Hinduísmo e o Islão. |
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