África do Sul
Angola
Argélia
Benin
Botswana
Burkina Faso
Burundi
Cabo Verde
Camarões
Chade
Comoros
Congo
Costa do Marfim
Djibut
Eritreia
Gabão
Gambia
Gana
Guiné
Guiné Bissau
Guiné Equatorial
Lesoto
Libéria
Líbia
Madagascar
Malawi
Mali
Marrocos
Maurícias
Mauritânia
Moçambique
Namíbia
Niger
Nigéria
Quenia
R. Centro Africana
R. Democrática do
Congo
Ruanda
Saara Ocidental
São Tomé e Príncipe
Senegal
Serra Leoa
Seychelles
Somália
Sudão
Swazilandia
Tanzania
Togo
Tunísia
Uganda
Zâmbia
Zimbabwe



África do Sul



A África do Sul é o país mais meridional da África, limitado a norte pela Namíbia, pelo Botswana e pelo Zimbabwe, a leste por Moçambique e pela Suazilândia, a leste e a sul pelo Oceano Índico e a oeste pelo Oceano Atlântico, e rodeando por completo o Lesoto. A capital é Pretória.

1 História
2 Política
3 Subdivisões
4 Geografia
5 Economia
6 Demografia
7 Cultura
8 Ligações externas


História
Ver artigo principal: História da África do Sul, e também a Cronologia da História da África do Sul.
Os primeiros navegadores europeus, portugueses principalmente, chegaram à África do Sul no século XV. Diogo Cão alcançou a costa sul-africana em 1485 e em 1488 foi a vez de Bartolomeu Dias.

A História do país, propriamente dita, começa no século XVII com a ocupação permanente da região do Cabo da Boa Esperança pelos holandeses. Em 1909, a união das colónias britânicas de Cabo, Natal, Transval e Orange River origina a nação da África do Sul.

De 1948 a 1993/1994, a estrutura política e social é baseada no Apartheid, o sistema legalizado de discriminação racial que manteve o domínio da minoria branca nos campos político, económico e social.

Em 1983, é adoptada uma nova Constituição que garante uma política de direitos limitados às minorias asiáticas, mas continua a excluir os negros do exercício dos direitos políticos e civis. A maioria negra, portanto, não tem direito de voto nem representação parlamentar. O partido branco dominante, durante a era do Apartheid, é o Partido Nacional, enquanto a principal organização política negra é o Congresso Nacional Africano (ANC), que durante quase cinquenta anos foi considerado ilegal.

Mais tarde, em 1990, sob a liderança do presidente F. W. de Klerk, o Governo sul-africano começa a desmantelar o sistema do Apartheid, libertando Nelson Mandela, líder do ANC, e aceitando legalizar esta organização, bem como outras anti-Apartheid.

Os passos seguintes no sentido da união nacional são dados em 1991. A abertura das negociações entre os representantes de todas as comunidades, com o objectivo de elaborar uma Constituição democrática, marca o fim de uma época na África do Sul.

Em 1993, o Governo e a oposição negra acordam nos mecanismos que garantam a transição para um sistema político não discriminatório. É criado um comité executivo intermediário, com maioria negra, para supervisionar as primeiras eleições multipartidárias e multirraciais, e é criado, também, um organismo que fica encarregado de elaborar uma Constituição que garanta o fim do Apartheid.

Em Abril de 1994 fazem-se eleições multirraciais para o novo Parlamento. O ANC ganha as eleições e Nelson Mandela, formando um Governo de unidade nacional, torna-se o primeiro Presidente sul-africano negro. Em 2004, ano em que Thabo Mbeki completou cinco anos como sucessor de Nelson Mandela, o Presidente da República da África do Sul prometeu acabar com toda a violência de carácter político que ainda possa existir no país.


Política
Ver artigo principal: Política da África do Sul.
O governo sul-africano funciona segundo um sistema parlamentar, se bem que o Presidente da África do Sul seja ao mesmo tempo chefe de estado e chefe de governo. O presidente é eleito numa sessão conjunta do parlamento bicameral, que consiste de uma Assembleia Nacional (National Assembly), ou câmara baixa, e um Conselho Nacional de Províncias (National Council of Provinces, NCoP), ou câmara alta.

A Assembleia Nacional tem 400 membros, eleitos em representação proporcional. O Conselho Nacional de Províncias, que substituiu o senado em 1997, é composto por 90 membros representando cada uma das nove províncias da África do Sul, além das grandes cidades.

Cada província da África do Sul tem uma Legislatura Provincial unicameral e um Conselho Executivo liderado por um "primeiro-ministro" (premier).


Subdivisões
Ver artigo principal: Províncias da África do Sul.
A África do Sul está dividida em 9 províncias: Cabo Ocidental, Cabo Oriental, Cabo Setentrional, Estado Livre, Gauteng, KwaZulu-Natal, Limpopo, Mpumalanga e Noroeste.


Geografia
Ver artigo principal: Geografia da África do Sul.
A África do Sul tem uma paisagem variada. Na parte ocidental, estende-se um grande planalto composto em parte por deserto e em parte por pastagens e savanas, cortado pelo curso do rio Orange e do seu principal afluente, o Vaal. A sul, erguem-se as cordilheiras do Karoo e, a leste, o Drakensberg, a maior cadeia montanhosa da África meridional. A norte, o curso do rio Limpopo serve de fronteira com o Botswana e o Zimbabwe.

O clima varia entre uma pequena zona de clima mediterrânico, no extremo sul, na região do Cabo, a desértico a noroeste. No Drakensberg há áreas com clima de montanha.

A maior cidade é Joanesburgo. A Cidade do Cabo, Durban e Pretória são outras cidades importantes.


Economia
Ver artigo principal: Economia da África do Sul.
A África do Sul tem uma economia de mercado que se baseia nos serviços, na indústria, na exploração mineira e na agricultura.

As principais riquezas do país encontram-se sobretudo nos recursos minerais, como o carvão, o amianto, o cobre, o manganésio, o ouro, a cromite, o urânio, a platina, o ferro, os diamantes e o gás natural. No entanto, a exploração mineira é liderada pela extracção do ouro.

A nível agrícola, a terra cultivada representa 1/10 da área total do país, que assim se constitui em grande exportador de produtos alimentares.

Os principais parceiros comerciais da África do Sul são os EUA, a Itália, o Japão, a Alemanha, Holanda e o Reino Unido.


Demografia
Ver artigo principal: Demografia da África do Sul.
A população na África do Sul é de 43 647 658 habitantes e a densidade populacional de 36,05 hab./km².

A taxa de natalidade regista um valor de 18,87%o e a taxa de mortalidade de 18,42%o. A esperança média de vida é de 46,56 anos. O valor do Índice do Desenvolvimento Humano (IDH) é de 0,684 e o valor do Índice de Desenvolvimento ajustado ao Género (IDG) é de 0, 678. Estima-se que em 2025 a população diminua para 35 109 000 habitantes, como consequência da expansão da epidemia de SIDA.

Os negros correspondem a 76% da população total, os brancos representam 13% e as restantes etnias são 11%. As línguas oficiais são o Afrikaans (língua materna de 14% da população), Inglês (8%), Zulu (22%), Xhosa (17%), Swati (2%), Ndebele (1%), Sotho Meridional (7%), Sotho Setentrional (9%), Tsonga (4%), Tswana (8%) e Venda (2%).

A população negra é composta por quatro grandes grupos étnicos e todos eles falam as línguas bantas que provêm do subgrupo Benue-Congo, da família da língua do Níger-Congo. O grupo Nguni inclui vários indivíduos Xhosa, Zulo, Swasi e Ndebele que, juntos, são mais de metade da população negra. O grupo Sotho-Tswana inclui um grande número de pessoas Sotho, Pedi e Tswana. Os Tsonga e os Venda constituem outros dois fortes grupos linguísticos.

Os brancos do país falam afrikaans ou inglês e descendem, na maior parte, de colonos holandeses e alemães ou de emigrantes britânicos. Os maiores grupos religiosos incluem-se no cristianismo: a Igreja Negra Independente, a Igreja Afrikaans Independente, o Catolicismo Romano, os Metodistas, o Anglicanismo e o Luteranismo; também se professam as crenças tradicionais, o Hinduísmo e o Islão.